New Faces: DBeat, do Rio Grande do Sul, fala exclusivo com Tudobeats
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DBeat tem se destacado na cena gaúcha com seus warm ups e ele não quer parar por aí.
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O gaúcho DBeat é atualmente uma das figuras mais importantes do crescente mercado de música eletrônica no Rio Grande do Sul. Residente dos clubs Cultive e Mohave, ele é reconhecido por seus sets precisos, na maioria das vezes em posição de warm up, onde possui um apreço pela construção inicial das noites. Agora, seu talento passa a ser reconhecido além das fronteiras do estado também. No dia 20 de Maio, ele retorna ao Amazon em Chapecó para dar o start na noite que recebe os franceses do Amine Edge & Dance. Aproveitamos o bom momento de sua carreira para um bate-papo especial sobre sua conexão com o Rio Grande do Sul, residências e futuro. Confira a seguir:
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Tudobeats – Olá, Renato! Tudo bem? Sua carreira é bastante ligada a cena do Rio Grande do Sul, certo? Qual é a importância do estado e do público gaúcho para sua formação enquanto DJ?
DBeat: E aí! Tudo! Então, foi aqui na serra que tudo começou pra mim. Não foi nada fácil no início mas meu amadurecimento como DJ está totalmente ligado ao amadurecimento da cena. Eu puder contribuir pra esse crescimento com o meu trabalho em várias frentes e consequentemente evoluí junto com tudo isso. Se analisar vários outros nomes que fazem e fizeram sucesso e que são daqui, dá pra se dizer que o RS “exporta” grandes DJs pro país inteiro.
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Tudobeats – Atualmente a cena do estado é multifacetada e há bons trabalhos sendo desenvolvidos em diferentes cidades do interior e também na capital. O que falta para o mercado continuar evoluindo?
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DBeat: Sem dúvida a cena no RS está evoluindo e já evoluiu bastante e de várias formas, seja musicalmente ou seja enquanto business mesmo. Há 2 ou 3 anos atrás não se tinha tantos eventos tão bem organizados como hoje, porém, acho que falta o nosso país em si evoluir pra podermos dar passos mais largos. Tem muita gente querendo fazer a coisa acontecer mas na maioria das vezes esbarra na questão financeira e aí em alguns casos, tem que tirar leite de pedra pra conseguir fazer um evento legal acontecer. Penso também que a “djzada” que tá começando precisa encarar o lance com mais seriedade e respeito. Mas vamos deixar esse assunto pra quem gosta de polêmica.
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Tudobeats – Você tem se mostrado confortável na posição de warm up, certo? No que diferencia a preparação desses sets para os demais?
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DBeat: Sim, hoje eu estou bem focado e 80% dos meus requests são pra fazer warm ups. Não que eu me sinta desconfortável em outros horários, mas minhas pesquisas são bem mais inclinadas pro warm up. Quanto a preparação, não tem nada de mais. Costumo primeiro analisar o headliner da noite e depois o club e o público em si pra poder entender o que funcionaria pra tal situação. Acredito que o que faz a diferença mesmo é a construção do set na hora e é aí que entra o feeling de pista.
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Tudobeats – Fale um pouco sobre suas residências: Mohave e Cultive, como cada uma delas tem tornado você um DJ mais completo?
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DBeat: Sabe aquele club que tu toca e automaticamente se identifica com algo nele? Então, foi isso que aconteceu com ambos. No Mohave foi muito rápido, toquei duas noites lá e na terceira recebi o convite pra ser residente. Agora em 2017 completei dois anos de residência lá. Já no Cultive, assumi a residência em Abril desse ano depois de já tocar no club há anos. Na verdade o convite foi pra oficializar mesmo pois eu já tinha uma relação muito legal com todo mundo lá e tocava uma média de quatro festas por ano, então eu já era de casa. Mas a emoção de ser convidado foi grande, isso foi! Sobre as residências me tornarem mais completo? Bah, não tenho dúvida nenhuma de que ambos foram e são essenciais pro meu amadurecimento não só como DJ e profissional envolvido com a noite, mas também como pessoa. Todo dia você erra, aprende, acerta e evolui. Particularmente acho que todo DJ deveria buscar uma residência, seja ela num club pequeno ou numa festa itinerante. Isso ajuda muito em vários aspectos, principalmente a ser manter ativo.
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Tudobeats – Na sua visão, o que diferencia um bom DJ dos demais?
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DBeat: Cara, essa pergunta é muito complexa. É difícil elencar o que eu vejo de diferencial mesmo, porque técnica, musicalidade ou outra característica são quesitos “básicos” que um bom DJ tem. As vezes o que me chama a atenção mesmo são coisas simples, coisas que por algum motivo eu me identifiquei. É aquela coisa de tu se identificar com algo ou alguém instantaneamente.
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Tudobeats – Dentre os headliners que você já compartilhou cabine, qual te surpreendeu mais?
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DBeat: Minha memória é bem ruim, mas sem dúvidas a Nastia foi a que mais me surpreendeu! Estávamos em um grupo de DJs observando ela tocar na festa. É absurda a técnica e a forma com que ela envolve as pessoas no set dela.
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Tudobeats – Para finalizar, uma pergunta um tanto quanto pessoal. Aonde você imagina sua carreira daqui a 5 anos? Obrigado!
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DBeat: Se tu tivesse me feito essa pergunta há 5 anos atrás eu com certeza não me imaginaria nessa posição. Estou muito feliz com o que tem acontecido comigo principalmente nos últimos dois anos. Trabalhei bastante, corri muito atrás pra poder conquistar o que já conquistei e é o que eu vou continuar fazendo, pra daqui 5 anos eu mesmo me surpreender com o que eu vou ter conquistado. Valeu galera, obrigado pelo espaço 😉


