A relação da música eletrônica com as sociedades e as cidades é tema de curso no Rio de Janeiro este sábado dia 11
Sábado, 11 de Agosto do Rio de Janeiro tem debate dos bons!

Uma partícula? O som do Passado.
Depois de duas edições em São Paulo e uma em Curitiba, chegou a vez do Rio de Janeiro receber o curso “O SOM DO FUTURO PASSADO”, criado e ministrado pelo jornalista, DJ e pesquisador Camilo Rocha, e ex-editor chefe da HOUSE MAG! Junto dele, a geógrafa e pesquisadora cultural Fernanda Mello falará sobre o desenvolvimento de cenas musicais eletrônicas em cidades do mundo a partir de seu trabalho de campo. O evento vai acontecer no N.O.S. Escola no sábado dia 11 de Agosto e a HOUSE MAG conversou com Camilo Rocha e Fernanda Mello para poder trazer ‘aquela’ introdução para você, nosso leitor, chegar no curso tinindo e cheio de perguntas. Confira abaixo como foi esse bate bola.
TUDOBEATS: Camilo por gentileza comente os destaques e o contexto proposto por este estudo e como o Rio de janeiro participa disso tudo.
Camilo Rocha: “Entre os maiores destaques eu diria que são; O papel das mulheres ao longo de toda a história da música eletrônica, desde os anos 30; A transição da música eletrônica de uma esfera erudita, de difícil acesso, para a música popular, entre os anos 60 e 70; Como a pista de dança serviu para propagar a música eletrônica mundialmente, incluindo vários conceitos interessantes como sampling, remix e minimalismo; Como os espaços de música eletrônica se tornaram espaços de inclusão e diversidade em vários momentos, em especial a house em Chicago, acid house na Inglaterra e techno em Berlim. O Rio de Janeiro aparece nessa história, com destaque, em dois momentos: na fase Lincoln Olivetti, do boogie made in Brazil, soul e funk eletrônicos, e com o funk carioca, dos anos 90 em diante. É também importante na história do movimento clubber e da noite LGBT, com Val Demente, Kitchinet, Bunker e mais.”
TUDOBEATS: Existe uma lacuna que o curso atende que é preparar as pessoas para pensar a música, a cultura e a cidade, o espaço urbano. Certo? Comenta a convergência com o que o Camilo acabou de citar.
Fernanda Mello: “O conteúdo trás à tona propostas do para um melhor diálogo entre a cena cultural de música eletrônica de determinada cidade com o poder público. Mostra exemplos e elucida problemas que diversas cidades com a recepção de grandes eventos, como recentemente no Brasil com as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Desdobramentos na economia criativa e na criação de clusters economicamente viáveis para a cidade.
A convergência junto ao Camilo vem principalmente quando ambos falamos da cidade, como Detroit, que sofreu uma descapitalização e como consequência um esvaziamento na cidade que trouxe à tona a criação da comunidade que resistiu as suas mais diversas resiliências e também recriou-se a partir da música, no caso, o techno.”
Descrição dos módulos
MÓDULO 1: O som do futuro passado | De 11 a 16h | Intervalo de uma hora para almoço. Por Camilo Rocha
Qual a diferença entre techno e house? E o que o filme “Laranja Mecânica” e a corrida espacial tem a ver com isso? Quais as raízes negras dos grooves computadorizados? Como foi que as pistas criaram espaços de tolerância e mudança social? Venha realizar uma exploração e apreciação das múltiplas formas do passado e presente da música eletrônica. Um passeio por quase um século que inclui os principais criadores, gêneros e inovações, além de sua relação com a sociedade e cultura de cada época. Vamos de Stockhausen a Daft Punk, de Kraftwerk a Frankie Knuckles, da música concreta ao dubstep.
MÓDULO 2: Cidades que dançam | De 16 a 18h. Por Fernanda Mello.
O que as políticas publicas, cenas clubbing e cidades tem em comum? O que podemos aprender com cidades como Amsterdam, Berlin e Detroit. Baseada em pesquisas de campo, este módulo discutirá a importância do fomento a comunidades criativas, o papel da noite e da música no aquecimento cultural das cidades, abordagens do poder públcio e relações com o turismo e os novos nômades.
Perfil dos professores:
Camilo Rocha é jornalista, DJ e pesquisador. É reconhecido como um dos primeiros jornalistas especializados em dance music no Brasil. Através de sua coluna e de matérias na revista Bizz, além de colaborações para a Folha de S.Paulo, trouxe informações para o público brasileiro sobre a cultura ligada a raves, música eletrônica, DJs e noite nos primeiros anos da década de 1990.[1] Camilo seguiu como referência no assunto pelas décadas seguintes, escrevendo para publicações como O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, O Globo e a revista britânica Muzik. Em 2012 e 2013, foi eleito o melhor jornalista especializado pela Rio Music Conference.
Fernanda Mello é geógrafa, com ênfase em audiovisual e sustentabilidade pela PUC- RIO. Seu trabalho busca juntar seus três amores: cidades, políticas públicas e música eletrônica. Se encontrou no techno, onde conseguiu estourar uma bolha e conhecer mais sobre uma sub cultura que existe em todo mundo. Viajou estudando e pesquisando mais sobre esse mundo tão intrigante e ao mesmo tempo inspirador, começou sua jornada em Detroit, passando por Nova Iorque, Barcelona, Amsterdam e Berlim.
O curso será ministrado na NOS Escola, que fica no Flamengo. Para saber mais acesse o evento do facebook:
” Escolhemos as músicas e artistas que gostamos, divulgamos os projetos em que acreditamos. “
” A cultura eletrônica e o mundo do entretenimento vistos através de artigos, matérias e entrevistas com artistas, produtores e diversos profissionais chave do Brasil e do Mundo.“
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