ESPECIAL

DGTL São Paulo. Urbano, sustentável, poderosão e outras impressões

Em 2013, acontecia em Amsterdam a primeira edição do DGTL, que veio com propostas que iam muito além de somente música. Em 2015, devido ao seu sucesso e toda sua estrutura, o mesmo desembarcou em terras Catalãs, ganhando em Barcelona mais uma base. Agora em 2017, em uma atitude bastante ousada, resolveu atravessar o atlântico e pousar no Brasil.

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O evento não trouxe apenas musica de qualidade para nós, como também todo seu conceito moderno de sustentabilidade e desenvolvimento necessário para melhorar nosso planeta, além de seu design industrial e futurista. Suas raizes abordam temas como energia sustentável, reutilização de água, reciclagem vista e usada em todos seus produtos, novas tecnologias e alimentação completamente vegetariana devido ao grande impacto ambiental gerado pela produção de carne.
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Por todas estas características presentes em sua essência, o evento não poderia ter desembarcado em outro lugar se não São Paulo. A maior cidade da America Latina com população de 12 milhões de habitantes, tem como uma de suas marcas o forte cenário da musica eletrônica, além de uma sede constante por cultura e novas experiências. A metrópole concentra grande atividade industrial em seus arredores, local ideal para instalação da Fabrica DGTL, que com necessidades complementares aos ideais propostos pelo festival este encaixe foi inevitável.
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O local escolhido para realização do evento foi acertivo, uma fábrica localizada em Barueri, 40 minutos das principais regiões de São Paulo e com chegada por meio de transportes coletivos, além de estar próximo à rodovia Castelo Branco e Rodoanel. O espaço em si, uma fábrica construída em 1950, a fim de sediar uma serralheria, é composto por um grande complexo de galpões, que foram divididos em três ambientes, os quais dois deram espaço aos palcos Modular e Generator, além de uma área externa bem arborizada, que abrigou o terceiro palco, o Frequency.
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Acesse todas as fotos desta festa incrível aqui.

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Muito além da música
A arte visual é algo que esta intrínseco na proposta do DGTL, devido a isso o evento convidou artistas renomados para contribuírem com esta experiência completa e inovadora. Tivemos o prazer de ver a incrível instalação criada por Muti Randolph, artista renomado conhecido por ser um dos pioneiros em arte digital no país e responsável tambem pelo design do D-Edge. Era possível observar, em painéis semi-transparentes, a sobreposição de linhas que era gerada em tempo real por um software criado especificamente para o projeto.
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“Do lado de fora, em uma parede enorme, o Modular Dreams. Criado pelos artistas Priscilla Cesarino e Danilo Barros, com a parede completamente mapeada a dupla, que faz uso de video-sintetizadores em seu trabalho, controlava as projeções ao vivo por um videomixer.”

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A Sala 28, composta pelos artistas Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado ficou responsável pelo palco Modular, onde utilizaram 180 metros de LED digital que eram controlados por um software audio reativo e pelo PassThroughlt, um corredor enorme que estava repleto de barras de LED.
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Sustentabilidade 
Outro pilar do evento é sua preocupação com a saúde do planeta e os impactos que podem ser amenizados devido a realização do evento. Por isso, toda a área de alimentação é vegetariana, devido aos enormes impactos gerados pela produção de carne animal como footprint de 1250 litros de água a cada 100 gramas de carne e desmatamento compulsivo de florestas para plantio de alimento e espaço para criação de gado. Além disso, todos os produtos vendidos na loja do evento eram 100% reciclados. Havia copos que custavam 4 reais, que poderiam ser devolvidos ao final do evento; desconto de 4 reais na água (caso a garrafa anterior fosse devolvida), o que fez o evento produzir pouco resíduo.
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Line up diversificado com qualidade do início ao fim
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Outra marca do evento que o coloca em um patamar diferenciado, é a variedade de artistas que se apresentam. Sempre buscando o mix entre lendas, artistas em alta e locais, o DGTL veio com um Line up de dar inveja e criar uma sensação constante de dúvida no público sobre qual palco escolher para ficar. Com as lendas Carl Craig e Derrick May e o ícone carioca Mauricio Lopes, o palco Generator foi embalado a noite inteira, assim como com o incrível Live de Zopelar e sua sonoridade diferenciada.
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O palco Frequency começou com o incrível Live de Teto Preto, que vem mudando as noites paulistas com sua proposta alternativa.

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Logo em seguida,  recebeu Ney Faustini – outro artista nacional que vem se destacando – seguido do B2B de Tama Sumo e Lakuti, que conquistaram o público do festival. Marcio Vermelho, da festa ODD, mais um artista nacional que veio com tudo para o palco outdoor do DGTL. Para fechar com classe, Ryan Elliot chegou preparado para fazer um set de duas horas, ganhando uma hora a mais de set após a pista recusar ir embora, tornando também um dos pontos altos do festival.
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No palco Modular, o principal do DGTL, Eli Iwasa veio com seu peso e sua classe dando um grande ponta pé para o início do evento seguindo de um dos pontos altos do DGTL, Patrice Bäumel, que entrou com seu som e talento que vem ganhando as pistas mundo a fora. Logo depois, Apparat veio logo com tudo, não deixando a energia da cair. Mind Against -outro artista nacional com espaço no Line up- veio para o palco antes do Live inigualável de Recondite. Amê surgiu para causar novamente a duvida sobre em qual palco deveríamos estar e dar nossa atenção. Por último, Davis, mais um artista brasileiro neste Line up incrível, que entrou com a responsabilidade de fechar este evento que veio para ser uma marca na cena eletrônica nacional.
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DGTL foi um marco para cena, como já era prometido, com todo seu conceito revolucionário, chamando a atenção do público, que saiu de lá com gosto de quero mais. Esse pouso, em solo brasileiro, foi necessário e acertado, uma aposta alta que eu certamente renderá muitos frutos para o futuro. Aguardamos aqui ansiosamente seu retorno no próximo ano, e que venham muitos outros pela frente.
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