{"id":8687,"date":"2026-08-31T15:45:31","date_gmt":"2026-08-31T18:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/?p=8687"},"modified":"2026-08-31T15:47:43","modified_gmt":"2026-08-31T18:47:43","slug":"luto-helinho-pimentel-fundador-da-pedreira-paulo-leminski-e-mundo-livre-fm-ajudou-a-transformar-curitiba-em-uma-cidade-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/luto-helinho-pimentel-fundador-da-pedreira-paulo-leminski-e-mundo-livre-fm-ajudou-a-transformar-curitiba-em-uma-cidade-da-musica\/","title":{"rendered":"Luto: Helinho Pimentel, fundador da Pedreira Paulo Leminski e Mundo Livre FM, ajudou a transformar Curitiba em uma cidade da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Produtor, empres\u00e1rio, radialista e compositor atravessou cinco d\u00e9cadas da cultura paranaense, esteve ligado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Pedreira Paulo Leminski, marcou gera\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio e terminou a vida \u00e0 frente do Parque Jaime Lerner<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"753\" src=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL-1024x753.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8688\" srcset=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL-1024x753.jpg 1024w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL-768x565.jpg 768w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL-1536x1130.jpg 1536w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/HELINHO-PIMENTEL.jpg 1631w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nazen Carneiro, exclusivo para o tudobeats<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Curitiba perdeu neste domingo (30) um dos personagens que ajudaram a construir sua identidade musical. H\u00e9lio Pimentel Filho, o Helinho Pimentel, morreu aos 70 anos, em decorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es de uma pneumonia. Seu legado, no entanto, n\u00e3o cabe apenas na hist\u00f3ria dos grandes shows que passaram pela capital paranaense: atravessa r\u00e1dio, rock, festivais, produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, gest\u00e3o cultural e alguns dos espa\u00e7os que modificaram a rela\u00e7\u00e3o da cidade com a m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpo de Helinho \u00e9 velado nesta segunda-feira (31) na \u00d3pera de Arame, dentro do complexo cultural que ocupou parte central de sua vida profissional. O prefeito Eduardo Pimentel decretou luto oficial em Curitiba. A escolha do local para a despedida tem uma dimens\u00e3o simb\u00f3lica dif\u00edcil de ignorar. Ao lado est\u00e1 a Pedreira Paulo Leminski, espa\u00e7o que Helinho ajudou a transformar em arena e cuja hist\u00f3ria se confunde com a sua pr\u00f3pria. Nos \u00faltimos anos, como CEO do Parque das Pedreiras Jaime Lerner hoje Parque Jaime Lerner , ele continuava trabalhando na expans\u00e3o do complexo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"427\" src=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8689\" srcset=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.png 650w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-300x197.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Paulo Leminski, autor curitibano, era grande amigo de Helinho Pimentel.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De Leminski \u00e0 m\u00fasica brasileira<\/h2>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Helinho com aquele peda\u00e7o de Curitiba come\u00e7ou muito antes da exist\u00eancia de um palco. Em 1971, aos 16 anos, conheceu Paulo Leminski e Alice Ruiz e passou a frequentar a casa do casal. A proximidade atravessaria os anos. Leminski tornou-se aquilo que Helinho posteriormente definiria como um \u201camigo-irm\u00e3o\u201d.  Era uma Curitiba culturalmente conectada \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es que aconteciam no Brasil, mas distante dos grandes centros da ind\u00fastria musical. Helinho, Leminski e Alice Ruiz circulavam por esse ambiente e chegaram a se definir informalmente como \u201cembaixadores da Bahia em Curitiba\u201d. Quando artistas baianos passavam pela cidade, esses encontros aproximavam o grupo de nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Moraes Moreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1978, Helinho e a mulher se mudaram para o Pilarzinho, a poucos metros de Leminski. Na casa de madeira onde vivia, montou um pequeno est\u00fadio com piano e recebeu m\u00fasicos como Alceu Valen\u00e7a, Nando Reis, Gilberto Gil e Flora Gil. A m\u00fasica j\u00e1 n\u00e3o era somente uma refer\u00eancia cultural: come\u00e7ava a se transformar em profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando rock no r\u00e1dio ainda era exce\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de se tornar produtor de grandes eventos, Helinho passou pelo r\u00e1dio. Em meados dos anos 1970 apresentou <strong>A Grande Alquimia<\/strong>, programa da R\u00e1dio Cruzeiro do Sul AM exibido de segunda a sexta-feira, das 21h \u00e0s 23h. Rock, informa\u00e7\u00e3o e cultura musical ocupavam duas horas de uma programa\u00e7\u00e3o feita numa \u00e9poca em que Curitiba sequer tinha o ecossistema de r\u00e1dios FM que surgiria posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1979, decidiu passar do r\u00e1dio para o palco. Produziu no C\u00edrculo Militar o <strong>Adeus, 70<\/strong>, reunindo Tutti Frutti, Blindagem e Bixo da Seda. Fazer um show de rock daquele porte em Curitiba implicava resolver problemas que hoje parecem elementares: a cidade n\u00e3o tinha sequer uma empresa de sonoriza\u00e7\u00e3o preparada para a produ\u00e7\u00e3o, obrigando a equipe a buscar equipamentos fora do Paran\u00e1. A experi\u00eancia abriu outra frente. Helinho come\u00e7ou a organizar turn\u00eas pelo Sul do pa\u00eds e estabeleceu rela\u00e7\u00f5es profissionais com m\u00fasicos como Dadi Carvalho, Pepeu Gomes e Baby Consuelo. Aos 26 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar com artistas ligados \u00e0quele n\u00facleo da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e1dio, por\u00e9m, voltaria \u00e0 sua trajet\u00f3ria de maneira decisiva. A <strong>Esta\u00e7\u00e3o Primeira FM<\/strong> tornou-se uma refer\u00eancia para ouvintes que buscavam uma programa\u00e7\u00e3o fora do circuito convencional, passando por rock, jazz, blues e MPB. Mais tarde, Helinho tamb\u00e9m esteve envolvido com a <strong>96 Rock<\/strong> e foi fundador e primeiro diretor art\u00edstico da <strong>Mundo Livre FM<\/strong>. Num per\u00edodo anterior ao streaming e \u00e0 descoberta algor\u00edtmica, r\u00e1dios com curadoria tinham papel direto na forma\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio de uma cidade. Helinho estava entre as pessoas que faziam essa curadoria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O sonho de uma pedreira transformada em palco<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 na Pedreira Paulo Leminski, entretanto, que sua trajet\u00f3ria individual encontra de maneira mais clara a transforma\u00e7\u00e3o cultural de Curitiba. Helinho j\u00e1 conhecia aquele territ\u00f3rio antes de existir qualquer projeto de arena. A proximidade geogr\u00e1fica e a amizade com Leminski faziam parte dessa hist\u00f3ria. A ideia de que a antiga pedreira poderia receber m\u00fasica antecedeu a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Em 1990, o ent\u00e3o prefeito Jaime Lerner chamou Helinho para uma reuni\u00e3o justamente na pedreira abandonada. Lerner perguntou se seria poss\u00edvel transformar a cratera em uma arena de shows. Para Helinho, aquela proposta recuperava uma ideia que j\u00e1 fazia parte das conversas e da imagina\u00e7\u00e3o de anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em relato escrito pelo pr\u00f3prio produtor, ele lembrou que acabou \u201cextraoficialmente eleito\u201d o <strong>\u201cprefeito da Pedreira\u201d<\/strong>, assumindo a miss\u00e3o de ajudar a viabilizar o espa\u00e7o. Cerca de 90 dias depois, o projeto estava pronto. Antes da inaugura\u00e7\u00e3o formal, um evento em homenagem a Paulo Leminski reuniu aproximadamente duas mil pessoas no local ainda sem infraestrutura completa. A Pedreira Paulo Leminski passaria a integrar o circuito brasileiro de grandes concertos. Mais do que acrescentar um endere\u00e7o ao mapa cultural da cidade, sua exist\u00eancia modificou a escala poss\u00edvel para apresenta\u00e7\u00f5es em Curitiba. D\u00e9cadas depois, Helinho voltaria ao mesmo espa\u00e7o para uma segunda transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8690\" srcset=\"https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.png 850w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-300x198.png 300w, https:\/\/www.tudobeats.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1-768x506.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da reabertura ao Parque Jaime Lerner<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de permanecer interditada desde 2008, a Pedreira entrou em um processo de recupera\u00e7\u00e3o sob concess\u00e3o vencida pela DC Set. Helinho atuava como diretor de opera\u00e7\u00f5es da empresa e participou diretamente da retomada. A reforma envolveu aproximadamente R$ 17 milh\u00f5es em investimentos e incluiu reconstru\u00e7\u00e3o do palco, mudan\u00e7as de seguran\u00e7a, acessibilidade e infraestrutura para receber novamente produ\u00e7\u00f5es de grande porte.<\/p>\n\n\n\n<p>A reabertura em 2014 iniciou uma nova etapa. O trabalho deixou de ser apenas recuperar uma arena e passou a pensar a rela\u00e7\u00e3o entre a Pedreira, a \u00d3pera de Arame e o territ\u00f3rio ao redor. Helinho tamb\u00e9m esteve associado ao <strong>Lupaluna<\/strong>, festival que reuniu diferentes vertentes musicais e ocupou posi\u00e7\u00e3o relevante no calend\u00e1rio de grandes eventos do Paran\u00e1. A Prefeitura de Curitiba o identifica como respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do festival, al\u00e9m de destacar sua participa\u00e7\u00e3o nas r\u00e1dios e na consolida\u00e7\u00e3o da Pedreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, j\u00e1 como <strong>CEO do Parque das Pedreiras Jaime Lerner e s\u00f3cio da DC Set<\/strong>, seu trabalho voltou-se \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do complexo em um espa\u00e7o de funcionamento permanente, em vez de um endere\u00e7o ativado somente nos dias de grandes shows. Dessa vis\u00e3o surgiram projetos como o Vale da M\u00fasica, o Est\u00fadio Gera\u00e7\u00e3o Pedreira e a <strong>Rua da M\u00fasica<\/strong>, inaugurada em julho de 2025. O novo eixo passou a conectar fisicamente a Pedreira Paulo Leminski \u00e0 \u00d3pera de Arame por meio de m\u00fasica, espa\u00e7os culturais, gastronomia e \u00e1reas de conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o era maior: consolidar naquele territ\u00f3rio um parque dedicado \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produtor, mas tamb\u00e9m compositor<\/h2>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o nos bastidores acabou tornando menos conhecida outra dimens\u00e3o de Helinho: ele tamb\u00e9m foi m\u00fasico e compositor. Sua rela\u00e7\u00e3o com o <strong>Blindagem<\/strong>, uma das bandas fundamentais do rock paranaense, ultrapassou a produ\u00e7\u00e3o e a conviv\u00eancia com seus integrantes. Helinho assinou composi\u00e7\u00f5es em parceria com Ivo Rodrigues e outros m\u00fasicos ligados ao grupo, conectando sua trajet\u00f3ria diretamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da cena que ajudava a desenvolver.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sobreposi\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es ajuda a explicar sua presen\u00e7a durante cinco d\u00e9cadas. Helinho transitou entre o microfone do radialista, a composi\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de shows, o empresariamento art\u00edstico, festivais, emissoras de r\u00e1dio e, posteriormente, a administra\u00e7\u00e3o de equipamentos culturais. Em dezembro de 2025, esse percurso recebeu reconhecimento institucional com a concess\u00e3o do t\u00edtulo de <strong>Cidad\u00e3o Benem\u00e9rito do Paran\u00e1<\/strong> pela Assembleia Legislativa. Ao receber a homenagem, resumiu sua trajet\u00f3ria colocando novamente a m\u00fasica no centro: dizia entender sua miss\u00e3o como a de um agente promotor daquela que considerava a \u201cgrande m\u00e3e da arte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma hist\u00f3ria que termina onde come\u00e7ou<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma circularidade particular na trajet\u00f3ria de Helinho Pimentel. Um jovem ligado ao rock e \u00e0 contracultura aproximou-se de Paulo Leminski no in\u00edcio dos anos 1970. Anos depois, os dois viveriam praticamente como vizinhos no Pilarzinho, pr\u00f3ximos a uma pedreira que ainda n\u00e3o tinha palco, nome ou p\u00fablico. Em 1990, Helinho recebeu de Jaime Lerner a tarefa de ajudar a transformar aquela paisagem em uma arena. D\u00e9cadas depois, retornou para participar de sua recupera\u00e7\u00e3o e terminou a vida profissional como CEO do complexo constru\u00eddo ao redor dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua \u00faltima grande apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica ocorreu em 7 de agosto de 2026, durante a comemora\u00e7\u00e3o de um ano da Rua da M\u00fasica e de seus 70 anos. Ali, voltou a falar sobre sua trajet\u00f3ria e sobre o espa\u00e7o que continuava ajudando a construir. Pouco mais de tr\u00eas semanas depois, morreu no Hospital S\u00e3o Vicente. Helinho deixa esposa, quatro filhos e quatro netos. Deixa tamb\u00e9m algo menos mensur\u00e1vel: parte da infraestrutura cultural e da mem\u00f3ria musical de Curitiba. Esta\u00e7\u00e3o Primeira, 96 Rock, Mundo Livre, Lupaluna, Pedreira Paulo Leminski, \u00d3pera de Arame, Rua da M\u00fasica e Parque Jaime Lerner s\u00e3o cap\u00edtulos diferentes de uma trajet\u00f3ria que acompanhou a transforma\u00e7\u00e3o da cidade de um mercado perif\u00e9rico para grandes produ\u00e7\u00f5es musicais em uma parada estabelecida no circuito nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta segunda-feira, Curitiba se despede de Helinho justamente na \u00d3pera de Arame, ao lado da pedreira onde uma parte significativa dessa hist\u00f3ria aconteceu. Talvez seja dif\u00edcil encontrar um endere\u00e7o mais adequado para encerrar esse percurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtor, empres\u00e1rio, radialista e compositor atravessou cinco d\u00e9cadas da cultura paranaense, esteve ligado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Pedreira Paulo Leminski, marcou gera\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio e terminou a vida \u00e0 frente do Parque Jaime Lerner . . 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