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Venga Venga: Livrando-se do Dress Code

Ricardo DonDenny Azevedo não são daqui, não são da Bahia, não são de Barcelona. São do mundo. Quando se juntaram pra criar a festa ¡VENGA-VENGA!, no início de 2013, São Paulo era outra cidade, não havia ainda conquistado a liberdade de ocupar as ruas, dava os primeiros passos rumo à pluralidade das novas – velhas – locações como conhecemos hoje e, musicalmente, respirava o mesmo ar abafado de todos que não dançavam lá muito fora da caixa.”. Claudia Assef, 2017.

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O projeto VENGA VENGA, idealizado e criado por Denny Azevedo e Ricardo Don, acontece em São Paulo à cinco anos. Tudo começou junto à história do casal que desde o início da relação cultivam o hábito de escutar e pesquisar músicas juntos. Ambos trabalhavam na área de imagem visual, tendo a música apenas como um hobby, até o momento que tiveram a oportunidade de apresentar toda a pesquisa musical já realizada em forma de festa. O propósito é trazer a arte através da combinação e criação de um conceito visual, sensorial e auditivo, transformando o que seria apenas um evento em uma grande performance, sempre sugerindo e dando ao publico que frequenta as festas uma nova e única experiência.

Estive presente na festa ou melhor, manifestação artística, que rolou dia 11 de Outubro no ZIG Club. Além de toda a proposta característica da VENGA VENGA, esse na minha opinião era um evento com auto teor experimental pelo fato de que o look principal era o nu. Confesso que pela primeira vez na minha vida me senti desconfortável em estar completamente vestida dentro de uma festa. O clima dentro do evento era de total manifestação misturado com liberdade de expressão. As pessoas estavam ali para se sentirem à vontade e aproveitaram a melhor experiência sonora e visual da noite.
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lineup da festa contou com os djs UBUNTU, NIRSO e a dupla Denny e Don. Já conheço e acompanho o som de cada um deles anteriormente ao evento por isso sou meio suspeita para opinar. Mas no geral o que mais me agradou foi a mistura entre todos os elementos e instrumentos apresentados nos sets, que remetem  ao mesmo tempo a culturas diferentes e também bastante a cultura brasileira.

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Divulgação do evento de Outubro de 2017.

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Acho que é muito importante na época que a gente vive termos coletivos como a VENGA VENGA ou tantas outras festas que temos atualmente rolando principalmente em São Paulo,  que pensam em utilizar o meio do entretenimento como uma curadoria e um espaço para manifestação. São através dessas festas que novxs artistas de diversas áreas desde DJs a performistas , conseguem uma oportunidade para apresentar projetos e entrar na cena. Acaba que sendo uma troca onde nós ganhamos por poder conhecer novas ideias e projetos, saindo assim da mesmice, e os artistas por sua vez conseguem trabalhar com o que tanto amam. Uma coisa que na minha opinião não é tão “pura” e fácil no relacionamento com o modelo de evento tradicional.

“Não é só a festa por ela mesmo mas é a festa como um espaço de arte e de manifestação  e de politica” – Denny na entrevista.

 

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