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Redoma_sete> analógica < : Review de uma cena louca e cheia de arte

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DJ Produtor convidado Manara se apresenta utilizando discos de vinil.

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Review: Redoma_sete> analógica < executa papel importante na cena eletrônica independente de Curitiba

 

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“É um dever do artista refletir os tempos”. A frase, dita pela cantora de jazz americana Nina Simone na década de 1960, foi a primeira coisa que me veio à cabeça assim que botei os pés na sétima edição da Redoma, que aconteceu no último sábado (15). Jazz e música eletrônica podem não ter uma relação direta, mas a sentença de Nina Simone é atemporal e se adequa facilmente à diversas situações em que a arte se faz presente. A Redoma, com certeza, é uma dessas situações..

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Quando uma festa deixa de ser apenas lazer para unir produção cultural com propósitos, como a quebra de tabus e a liberdade de expressão (sexual, artística e em várias outras formas), não penso que é correto chamar esse tipo de evento apenas de “festa”. A Redoma é mais do que isso, pois promove, em sua essência, um espaço rico de entretenimento que é ao mesmo tempo político e acolhedor.

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A expectativa para o evento “Redoma_sete> analógica <“ era alta. O evento organizado pela Gold Dome sempre movimenta a cena independente de Curitiba e, inclusive, é possível dizer que executa um papel importante para mantê-la viva. Logo que adentrava o evento, o público plural e diversificado presente com certeza se sentia acolhido. E posso dizer isso com tranquilidade, pois carreguei comigo no sábado alguém que nunca antes tinha frequentado a cena eletrônica. De acordo com as palavras dele próprio, “a sensação foi a de se sentir abraçado”por toda a gama de experiências proporcionadas naquela noite”.

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Na foto: Manara toca ao fundo; em azul pintura realizada durante o evento; de rosa, performance

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Chegamos tarde (infelizmente), logo depois das 23:00. No lado de fora, o que se via era uma projeção analógica, que iluminava o espaço com cores e formas. Roda de violão e cavaquinho, arte urbana, interação social e muita, muita pluralidade – é assim que a gente gosta e foi exatamente isso o que pudemos presenciar. O lugar escolhido para sediar o evento fez jus ao papel da festa e permitiu com que o cenário diversificado característico da Redoma fluísse naturalmente. Do lado de dentro, mais intervenções artísticas, tatuagem (sim!)e uma instalação para comemorar os 4 anos da Gold Dome. No bar, preços acessíveis unidos a qualidade e variedade. Tudo isso permitiu bom proveito da festa às aproximadamente 500 pessoas que movimentaram o evento.

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Intervenção selecionada pelo ‘Edital Redoma’: Na foto, projeção em sala escura

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Como o centro de tudo é sempre a música e marca da Redoma é a diversidade, podemos dizer que a pluralidade também esteve presente musicalmente. O Techno em suas mais variadas formas fez a pista dançar. Aliás, a energia da pista da Redoma é algo que vale a pena destacar. O conceito de liberdade pregado desde os primórdios da cena eletrônica é levado muito a sério: você é livre.Dance e se expresse do jeito que bem entender. Não há julgamento e não há regras. Quer coisa mais linda que isso? O destaque da noite foi o live feito por MVRT£ CRYST4L (Diego Mazzitelli + Tazzio Puccinelli), executado com tanta alma e primazia que causou no público (e em mim) a sensação de transcendência.

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Intervenção selecionada pelo ‘Edital Redoma’: Na foto, projeção usando líquidos e sobreposição

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Organizar um evento independente nunca é fácil, mas a conclusão é de que a Gold Dome o fez (e faz sempre) muito bem. Energias renovadas –  de verdade, principalmente com a ajuda da performance ritualística realizada por Luna Tik, que purificou quem passou por lá – agora aguardamos a próxima Redoma, que a cada edição realizada conquista mais espaço e fideliza mais seu público. Curitiba precisa da Redoma.

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Foto créditos: Yuri Riesemberg e Camille Pilar

 

Pamela

 

Pamela Castilho Cohene
é curitibana, jornalista, amante da música eletrônica e neste review estréia como colaboradora do tudobeats.



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