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Rafael Araujo fala sobre os 12 anos da maior escola de DJs do Brasil

“Para tornar-se DJ nunca foi necessário ‘apenas’ pesquisar e mixar músicas. Sempre aprimorar-se e buscar seu espaço nos ‘line ups’ foi fundamental. Com o tempo, as avançadas técnicas dos profissionais, a complexidade e o crescimento da indústria – e do público – trouxeram consigo a necessidade da profissionalização. DeeJays, Produtores Musicais e profissionais do ramo estão em contato com um número cada vez maior de pessoas. A responsabilidade é muito grande.”

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Equipe AIMEC recebe prêmio no Rio Music Conference

Curitiba, 18 de Outubro de 2016. por Nazen Carneiro

Doze anos atrás, Rafael Araújo, Ilan Kriger e Rafael Gadotti, todos DJs Produtores dos mais ativos da cena eletrônica brasileira – desde antes do ano 2000 – concretizaram o sonho de estabelecer, se não a primeira ao menos a única escola de DJs que se sabia no país, à época.  Neste início a sede da AIMEC era única e pequenina mas e escola já mostrava vocação para inovar como, por exemplo, com o Groove Channel, um canal dedicado a apresentar os DJs, da escola e da cena, ao vivo pela internet e de vez em quando recebia alguns convidados internacionais, como neste set do Boris Brejcha. PLAY!

 

Hoje, Ganhadora de vários prêmios, entre eles o de “Curso profissionalizante para DJs” do Rio Music Conference, a Academia Internacional de Música Eletrônica tem 12 sedes espalhadas pelo Brasil, entre elas Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Balneário Camboriú e Curitiba, sua sede nacional. A escola oferece workshops, cursos de discotecagem, produção musical e vários outros e é, sem dúvida, uma iniciativa das mais relevantes para o mercado.

Pensando nesta história todo, bati um papo rápido com Rafael Araújo, co-fundador da escola. Confira!.

TB. Além, claro, de ser uma empresa, qual o objetivo da criação da AIMEC? Ele continua ainda hoje?

Araújo: Desde o início sempre sonhamos em ver a arte e a cultura da música eletrônica no dia a dia das pessoas. No seu estilo de vida. O objetivo da AIMEC sempre foi o de passar a palavra a diante. De espalhar a palavra. A mensagem da música eletrônica. Sua cultura, seu lifestyle, sua técnica, sua arte. Com certeza continua até hoje. É algo muito maior do que nós mesmos. A ideologia de que o trabalho de um DJ e um produtor musical tem valor.

TB. Hoje, depois de 12 anos, a AIMEC formou vários DJs e Produtores. Qual o maior orgulho pra vc?

Araújo: Não existe orgulho. Existe satisfação em ver que o que ensinamos nas escolas tem um impacto na vida das pessoas. Alguns utilizam esses conhecimentos para construir uma carreira, uma vida profissional. Mas o principal é ver que as pessoas se interessam em aprender e conhecer melhor o universo da música eletrônica. E isso sim é muito gratificante.

TB. Muita gente que está no mercado hoje, passou pela AIMEC. Conta um pouco disto.

Araújo: São realmente muitos. 12 anos de atividades. Sete sedes. Muita gente passou por nossas salas de aula. Nossos alunos formados hoje atuam nos mais diversos segmentos. Em todas as maiores agências de DJs do Brasil tem gente que estudou conosco. Residentes dos maiores clubes do país também passaram por nossas salas.

TB. Qual a inovação proposta pela AIMEC que você considera mais bacana?

Araújo: Criar um mercado praticamente inexistente na cidade de Curitiba em 2004 foi uma grande inovação. Certamente essa foi a nossa maior investida, acreditar que poderíamos tocar um projeto durante anos. Fora isso, apenas fazemos o que gostamos. Trabalhar com tecnologia e com música, que está em constante inovação.

TB. Quais os próximos passos da AIMEC?

Araújo: Continuar buscando oferecer um ensino de qualidade as pessoas. Uma experiência de vida que pode ser levado para sempre. Vem bastante novidade por aí, fiquem ligados.

 

Para finalizar, pedi ao Rafael Araujo que separasse algumas fotos destes anos de história da AIMEC. Veja a seguir:

 

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