interview

ENTREVISTA exclusiva com ELIJAH COLLINS (UK)

“Se sempre quisermos compartilhar nosso conhecimento e cuidarmos uns dos outros a música prosperará”.  Elijah Collins, DJ e Produtor do sul de Londres.

 

Curitiba. Agosto de 2015. Nazen Carneiro para House Mag

TB:: Você disse: “Eu amo as músicas de hoje em dia, mas não tanto quanto eu sempre amarei as coisas antigas.” Conta pra gente algumas destas tracks “Old But Gold“?

EC:: 
Yarbrough and Peoples – Don’t Stop The Music
Leon Haywood – Don’t Push It, Don’t  Force It
Isley Brothers – Between The Sheets
Change – A Lovers Holiday
Zap – It Doesn‘t Really Matter

TB:: “As crianças mais novas imitam as mais velhas (…) O que temos de fazer é interagir e inspirar essas crianças”. Essa frase foi escrita, por você, sobre Política alguns anos atrás. Esta frase se aplica a música de alguma forma?
 
EC:: Uau! Você foi fundo na sua busca. Isto foi durante os protestos de 2013,  em Londres, mas se aplica à música se você quiser. Talvez não seja sobre a idade, uma vez que alguns dos meus artistas favoritos são mais novos, alguns mais velhos. A maneira como isso sempre se apresentou a mim é que sempre teve alguém que estava feliz de me ensinar e de me passar seus conhecimentos técnicos e musicais. Então eu sempre vou ficar feliz de passar essas informações a frente. Se sempre quisermos compartilhar nosso conhecimento e cuidarmos uns aos outros a música toda vai prosperar.
 
 
TB:: Você já se apresentou no mundo todo. O que é música ‘underground’ para você?
 
EC::Talvez eu não seja a melhor pessoa para responder esta pergunta pois para mim a única diferença entre uma música ‘underground’ e uma música popular é a quantidade de pessoas que já ouviu esta música. Música é música, underground ou não, para mim é uma forma de me livrar do stress da vida cotidiana, é uma forma de me concentrar em tarefas difíceis, é uma forma de dizer algo quando não tenho palavras, é uma forma de me encontrar quando estou perdido, é uma forma de me divertir e ficar feliz. A música nunca vai mentir pra mim ou me machucar, porquê mesmo sendo música ruim eu sempre posso delisgá-la.
 
TB:: Sua memorável apresentação em Junho de 2012 no Club Vibe ainda é lembrada por muitos em Curitiba. Conte um pouco da sua impressão daquele dia.
 
EC:: Eu tenho que dizer, aquela noite no Club Vibe é uma das melhores lembranças que tenho da carreira de DJ até agora. Isto foi logo depois de começar o projeto “Elijah” e naquela noite eu levei uma seleção incrível de músicas de outras pessoas, muitas as quais eu considerava melhores que as minhas próprias músicas, naquela época. Depois de umas 7 músicas eu percebi que o público não só queria ouvir as minhas músicas, mas como estavam curtindo tanto quanto as músicas dos outros que eu tinha tocado. Foi uma experiência de humildade para mim. As pessoas foram incríveis, dançaram a noite toda, foi uma troca incrível!!

TB:: Atualmente você está trabalhando com alguém mais?

EC:: Eu sigo em ciclos na minha preferência musical e como você talvez tenha notado, através dos anos minha música tem ficado mais pesada conforme eu quero dançar mais! Eu iniciei um novo projeto com o ‘Nist‘ chamado ‘vs.Mode‘. A gente não tá amarrado a nenhum estilo em específico mas neste momento estamos explorando nosso Techno mais interior. Estamos perto do nosso primeiro lançamento, então podem procurar pelo vs.Mode !TB:: O que está por vir na sua carreira?

EC:: A beleza deste “projeto Elijah Collins’ é que não é uma carreira para mim. Eu tentei como uma carreira antes, terminei perdendo o amor de ser DJ e fiquei longe uns dois anos. Foi uma época negra. Desta vez é do meu jeito, o que quer dizer que eu posso fazer música de qualquer estilo que eu quiser sem ter que me preocupar em me manter atual, eu só faço o que ‘sou eu’ mesmo e parece que está funcionando. Eu sou DJ em primeiro lugar e só preciso de boas gigs como está que vai rolar em Curitiba, no Club Vibe, e isso me mantém feliz até a próxima gig. É para minha própria sanidade. Sobre uma carreira, eu vou começar a estudar Psicoterapia, se é que você acredita nisto!

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:: ENGLISH version


Elijah Collins, 36 years old, from South London, Dj and producer, writing from Bogota exclusive to House mag, Brasil due to his next Brazilian tour.

You said: “I love todays music but not as much as I will always love the older stuff”. Please, tell us some “old but gold” tracks.

 
Yarbrough and Peoples – Don’t Stop The Music
Leon Haywood – Don’t Push It, Don’t  Force It
Isley Brothers – Between The Sheets
Change – A Lovers Holiday
Zap – It Doesn‘t Really Matter
 

“The younger kids always try to emulate the older kids (…) What WE need to do is interact with and inspire these kids.”. You wrote that for Politics a few years ago. How would you relate this to music?

 
Wow! You wen’t deep in to the archives. That was about the 2013 riots we had back home but it can apply to music if you want. Maybe it’s not so much about age as some of my favourite artists are a lot younger than I am and some are older. The way this game has worked for me is this: there was always someone who was happy to teach me and pass on musical and technical knowledge, in turn I will always be happy to pass on this information to others. If we are always willing to pass on this information and look after each other the music will prosper. 

You have played all over the world. What is underground music for you? 


Perhaps I’m not the best person to answer this because to me the only difference between underground and popular music is how many people have heard and like a track. Music is music whether underground or not and to me it’s a way to release myself from the stresses of everyday life, it’s a way to concentrate on difficult tasks, it’s a way to say something when I have no words, it’s a way to find myself when I’m lost, it’s a way to have fun and stay happy. Music will never lie to me or hurt me because even bad music can be turned off. 


In Curitiba people still remember that remarkable night at the Club Vibe on June 12, 2012. Nothing but a pimpin attitude! Please, write us a few words about it.


I have to say, that night in Club Vibe is one of my top DJ memories of my career so far. It was very soon after I had started theElijah project and I had an amazing selection of other people’s music, most of which I thought were much better than mine at the time. About 7 tracks in I suddenly realised that not only did people want to hear my tracks, but that they loved them as much as the tracks I had from other artists. It was a very humbling experience. The people we’re incredible and danced the night away and I was able to feed off them and then give it back. It was amazing!


Currently, are you working with someone? Let us know about it


I go in cycles of musical preference and as you may have noticed my music has gotten heavier over the years as I wan’t to dance harder! I’ve started a new project with Nist called Nist . We are not tied down to any one genre but at the moment we’re exploring our inner Techno. We’re about to drop our first release so look out for it.



SO LETS CHECK!




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